O Processo Criativo de Mari Rodrigues: da Ideia à Obra

Vejo a natureza como uma fonte inesgotável de inspiração: a sutileza de uma flor, o contraste de luzes e sombras em um jardim, ou o esplendor de um pôr do sol no cerrado. Mas não paro por aí. Minha arte também busca capturar a essência da vida humana – suas emoções, histórias e conexões.

Sou cuiabana de coração e viver em Cuiabá, uma cidade rica em cultura e cercada por cenários naturais únicos, também influencia minha arte de forma significativa.

Acredito que, por meio da arte, podemos nos conectar a algo maior, despertar sentimentos profundos e, quem sabe, até inspirar mudanças.

Quando crio uma obra, sempre tenho um ritual de observação direta:

→ Flores Contemporâneas: Estudo de flores cultivadas e/ou tropicais, fotografia própria.

→ Flores Regionais: Observação in loco no bioma, documentação.

→ Detalhes da Cuiabania:Documentação fotográfica de elementos urbanos/culturais.

→ Infantil: Memória afetiva da infância e dos meus sobrinhos, com alegria.

Na execução, a textura da tinta e a dança das cores sobre a tela me permitem mergulhar em processos profundamente táteis e emocionais. É um momento de conexão direta com a matéria-prima, onde cada pincelada carrega um pouco de alma.

Eu frequentemente faço a pintura em janela de luz otimizada, normalmente com luz natural das 6 às 10hs da manhã e das 3 às 5:30hs da tarde. Sempre uma tradução impressionista, com execução técnica.

E não trabalho com imagens da Internet. As obras nascem de observação direta – seja no cerrado, nas igrejas, no jardim ou nas ruas de Cuiabá. Toda referência é minha, toda história é real!

Para mim, cada obra carrega:

  • Um espaço aberto para interpretação.
  • Uma decisão formal consciente.
  • Um gesto intencional.